JULIANA VINES
DE SÃO PAULO
A maioria das mulheres com mais de 60 anos está satisfeita com sua vida sexual, segundo estudo americano publicado nesta semana. E mesmo aquelas que declararam não praticar sexo também se dizem satisfeitas.
O trabalho analisou 806 questionários de mulheres com em média 67 anos. Foram feitas perguntas sobre atividade sexual, reposição hormonal, dor, lubrificação, desejo sexual e orgasmo durante a relação.
“Embora existam pesquisas sobre satisfação sexual, poucos estudos falam sobre idosas”, escrevem os autores do artigo, pesquisadores da Universidade da Califórnia e da San Diego School of Medicine. O estudo foi publicado na revista “The American Journal of Medicine”.
Do total de voluntárias, metade (49,8%) disse ter feito sexo no último mês. A maioria (64,5%) declarou ficar excitada, 64,5% disseram ter lubrificação normal e 67,1% afirmaram que têm orgasmo.
“No geral, dois terços das que eram sexualmente ativas estavam satisfeitas, assim como metade das sexualmente inativas.” Para a surpresa dos pesquisadores, as mulheres mais velhas do estudo (com mais de 80 anos) relataram maior satisfação.
Por outro lado, 40% de todas as voluntárias disseram que nunca ou quase nunca sentem desejo sexual. Segundo Elizabeth Barrett-Connor, médica e pesquisadora da Universidade da Califórnia, esse resultado sugere que o desejo não é essencial para que a relação sexual aconteça. “Elas podem se envolver em uma atividade sexual por múltiplas razões, como a manutenção de um relacionamento”, disse a pesquisadora para o site de divulgação científica EurekAlert!.
Outra conclusão do trabalho é que a relação sexual nem sempre é necessária para a satisfação. Aquelas que são sexualmente inativas podem conseguir se satisfazer só com a intimidade do relacionamento ou com a masturbação.
Para o psicoterapeuta sexual Oswaldo Martins Rodrigues Júnior, diretor do Instituto Paulista de Sexualidade, várias pesquisas já demonstraram que, muitas vezes, o mais importante para as mulheres é a troca de afeto e a proximidade com o parceiro. “Nem sempre para se satisfazer é preciso ter orgasmo.”
Ele aponta, porém, dois problemas de metodologia na pesquisa americana: a dificuldade de saber o que é satisfação e o fato de as perguntas se referirem apenas às últimas quatro semanas. “O questionário acaba sendo limitado. A satisfação envolve muitos aspectos subjetivos.”
De acordo com o psicólogo, o lado bom do estudo é que dá para perceber que essas mulheres estão mais dispostas a comentar sobre o tema. “Elas estão se sentindo mais livres para falar de assuntos delicados como orgasmo e lubrificação. Isso é sinal de uma mudança cultural. Há 30 anos, mulheres dessa idade dificilmente falariam sobre isso.”
Segundo ele, não tem como saber se o que elas estão falando é o que realmente acontece. “Elas demonstraram um esforço para mostrar que estão satisfeitas. Isso pode ser verdade como pode ser uma forma de autoafirmação, para expressar o contrário de uma ideia que elas mesmo tinham sobre mulheres mais velhas.”
Sinceros votos de muita prosperidade , sucesso e, principalmente, saúde sexual!!!

Aconteceu entre os dias 2 a 5 de outubro de 2011, na cidade de Londrina PR, o XIII Congresso Brasileiro de Sexualidade Humana, com o tema “A Construção Cultural da Sexualidade – A Interface com a Educação, Prevenção e a Saúde Sexual e Reprodutiva”, organizado pela SBRASH (Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana). O evento contou com a presença de profissionais de diversas áreas oriundos de todo o Brasil, como médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, dentre outros. Quanto aos palestrantes destaco as presenças do ginecologista Eliano Pelini, das psicóloga Ana Canosa e Carla Cecarello, e a tão esperada Laura Muller, a qual participa do programa Altas Horas na TV Globo respondendo perguntas do auditório. Muito se discutiu sobre a necessidade de se multiplicar educadores sexuais por todo o Brasil e tornar a sexualidade humana algo presente nas pautas do currículo escolar brasileiro, podendo assim conceber um maior controle familiar e de DSTs, principalmente em comunidades pobres que não tem total acesso à informação. Outros temas não menos importantes como homossexualidade, pedofilia, sexo na mídia, casamento e traição também foram discutidos. Não podemos nos esquecer de vários trabalhos científicos e pôsteres que são apresentados no evento e que promovem o desenvolvimento acadêmico do ensino brasileiro. Profissionais envolvidos no assunto sexualidade não podem perder o próximo congresso, que será realizado em 2013 na cidade do Rio de Janeiro e terá âmbito mundial. Sem dúvidas vale muito a pena conferir.
A minha namorada após as relações sexuais, fica com uma grande ardência vaginal. Continue lendo esse post »
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