Devido à natureza pessoal da disfunção erétil, incapacidade de desenvolver ou manter a ereção do pênis para um intercurso sexual satisfatório, esse assunto foi tabu por muito tempo, pela própria condição machista da sociedade. Mas sempre existiram remédios populares para tentar solucioná-la. O arsenal terapêutico para tratamento da disfunção erétil aumentou consideravelmente nas duas últimas décadas e a introdução dos medicamentos orais, como o Viagra, revolucionou o tratamento, pois são de fácil utilização, não tirando a espontaneidade das relações sexuais, e têm boa eficácia, apesar de apresentarem algumas contra-indicações. Outros tratamentos são: reposição hormonal (medicamentos compostos de hormônios); drogas de uso intrauretral (aplicadas através da introdução de um dispositivo que ejeta a droga no terço distal da uretra, após a micção); injeção intracavernosa (injeções aplicadas no pênis); tratamento cirúrgico; aparelho a vácuo; próteses penianas; além de psicoterapia e terapia comportamental.

Para ocorrer ereção é fundamental a liberação de óxido nítrico que vai agir na parede dos vasos responsáveis pelo afluxo de sangue aos corpos cavernosos, estruturas penianas semelhantes a duas esponjas que se enchem de sangue através de uma cascata de reações bioquímicas. O Viagra exerce sua ação inibindo o GMP cíclico, enzima que inativa uma substância essencial para o relaxamento muscular responsável pela ereção. Esse medicamento não tem a propriedade de provocar ereção na ausência de estimulação sexual e homens portadores de doenças cardiovasculares interessados em usá-lo devem tomar precauções.

Diversos fatores podem contribuir para que haja um problema de Disfunção Erétil, podendo ser por alterações físicas ou psicológicas. Não é necessário que seja apenas um dos fatores a intervir, pois às vezes há uma junção de mais de uma causa atuando no homem e dificultando a ereção.

A disfunção erétil de causa emocional é bastante frequente e uma série de fatores influenciam no seu aparecimento: desde características de personalidade, passando pelo estresse, as circunstâncias em que se dão as relações sexuais, até transtornos relacionados à ansiedade, doenças depressivas e outros transtornos psiquiátricos.

A disfunção erétil de causa orgânica, por sua vez, está associada a uma série de condições e doenças físicas como: doenças ou alterações vasculares, distúrbios neurológicos, doenças que causam alterações hormonais ou lesões orgânicas localizadas no próprio pênis (principalmente no corpo cavernoso). E há fatores que são considerados de risco, pois estão associados ao aparecimento de disfunção erétil como: Diabetes mellitus, Hipercolesterolemia, Doenças cardiovasculares, Hipertensão Arterial, Tabagismo, Alcoolismo/drogas e alguns medicamentos como hipotensores, agentes psicotrópicos – antipsicóticos, ansiolíticos, antidepressivos.

A Disfunção Erétil pode gerar um profundo efeito na qualidade de vida do paciente, que perde a auto-estima e passa a relatar frustração, ansiedade e nervosismo. É fundamental que diante de uma suspeita de disfunção erétil se consulte um médico, pois somente ele poderá diagnosticar a sua existência ou não, e a condução do tratamento, escolhendo e sugerindo o melhor método ou medicamento para o tratamento de cada caso. Assim, o paciente poderá prolongar e viver plenamente a sua vida sexual.