O sexo é uma prática fundamental para a reprodução da maioria das espécies. O homem associou ao sexo o prazer, mas pelo visto, esqueceu de associar à mulher esse mesmo direito. Todos temos direito ao prazer, seja ele individual ou conjugal. E qualquer prática que perturbe essa condição deveria ser julgada pela sociedade como um desrespeito a um direito humano.
O preconceito, muitas vezes, é uma barreira para o exercício de uma sexualidade natural, que é mediada, por efeitos fisiológicos do nosso corpo. E esse preconceito é criado pela sociedade, pela religião e na maioria das vezes pela educação que recebemos na infância.
Antes de tentar solucionar problemas sexuais, que na maioria das vezes tem origem psicológica, devemos afastar o preconceito de nosso corpo e deixar apenas que os nossos próprios sentidos tomem conta dele.
O orgasmo feminino já é tratado como um tabu, a ejaculação feminina então nem é descrita nos livros de fisiologia médica.
Mas graças a mídias alternativas e a poucos estudos realizados, podemos entender um pouco melhor do que se trata esse assunto.
Se você não acredita que a ejaculação feminina seja algo possível de acontecer, busque por “Squirt” ou “Squirting” na Internet, com certeza irá achar muitos artigos e filmes sobre esse assunto.
O líquido encontrado na ejaculação feminina é produzido pelas glândulas parauretrais existentes ao redor da uretra, é constituído por fluídos prostáticos, PSA (hormônio produzido pela próstata masculina) e frutose.
As glândulas parauretrais das mulheres são um resquício reprodutivo da próstata masculina; logo, a composição do líquido encontrado é semelhante ao que encontramos no líquido prostático.
A quantidade de líquido ejaculado varia de mulher para mulher, os relatos indicam que possa variar de 20 ml à 1500 ml.
Algumas técnicas são necessárias para que se possa atingir a ejaculação feminina, o uso de estimuladores clitorianos associados à estimulação do ponto G via vaginal, podem ocasionar esse efeito.
O ponto G, na verdade, nada mais é do que a projeção da glândula parauretral na parede vaginal durante o período de excitação.
Estudos realizados concluem que 10% das mulheres sejam capazes de ejacular, mas esses dados não são muito confiáveis, já que seriam necessários uma quantidade mínima de estudos com dados compatíveis para afirmar adequadamente a porcentagem de mulheres que podem usufruir dessa experiência.
A ejaculação feminina ainda é tratada de forma indevida pela medicina e a falta de incentivo às pesquisas sobre esse tema são ainda uma barreira entre o conhecimento científico e o bem estar psíquico e fisiológico da mulher.
Portanto é fundamental o esclarecimento da população e principalmente da classe médica a respeito desse tema.
Este site/blog foi criado com o intuito de esclarecer dúvidas a respeito da área de sexualidade, através de perguntas e respostas sobre os temas em questão.
A identidade de seus usuários será preservada e as perguntas serão respondidas por uma equipe médica.
Os tópicos aqui apresentados são de caráter informativo e não substituem, em hipótese alguma, as orientações em uma consulta médica.
Consulte sempre o seu ginecologista e não utilize medicamentos sem a prescrição do seu médico.
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