Ser traído engloba diversas formas e fatos, entre amigos, irmãos, pai e filho etc, onde um dos lados age de forma inesperada, sendo julgado como ato de má fé, o que, normalmente, na sociedade em que se desenrola, pessoas na mesma situação agiriam de acordo com o esperado. Aqui o texto se presta à traição amorosa, infidelidade, adultério, como queiram. Não importa em que sentido o“ser traído” é dissertado; isto dói.

Para ser traído basta um relacionamento, ou seja, todo mundo está sujeito.

A monogamia não é exclusividade do ser humano. Outros seres vivos também o fazem. Ultimamente, nas últimas décadas, alguns poucos estudos estatísticos vem elucidando um aumento significativo do número de mulheres que traem. Há muito tempo civilizações vêm cultivando um relacionamento machista, onde o homem sustenta os gastos e a mulher cuida dos filhos e do lar. Nesse contexto era comum o homem ter várias parceiras sexuais e a mulher apenas um. Sem contar a contribuição das religiões nesse propósito, nas quais as mulheres sempre tiveram pecaminado o seu prazer.

Traições Amarosas - Assunto do Mês - Outubro de 2007

Em tempos de epidemia de HIV, o número de mulheres infectadas pelos maridos cresceu. A responsabilidade que rege o ato sexual também pesa mais sobre os ombros femininos, como gravidez indesejada e a maior possibilidade de contrair doenças sexualmente transmissíveis. Com o advento dos anticoncepcionais hormonais, na década de cinqüenta, ocorreu uma grande revolução na liberação sexual feminina. Inegavelmente há também uma maior consciência por parte das “gurias” da prática de sexo seguro, as quais mais procuram os médicos e se informam sobre o assunto.

Os novos tempos não trouxeram apenas benefícios às mulheres. Estar constantemente em competição com o sexo masculino trouxe muito estresse e com ele muitas complicações de saúde antes menos freqüentes, como problemas cardiovasculares. De qualquer forma, a traição amorosa feminina vem aumentando consideravelmente. Um estudo fala em torno de 50% mulheres e 60% homens. Da parte varão até que já se esperaria essa porcentagem, mas no “sexo frágil” são números surpreendentes, algo inimaginável há apenas cinqüenta anos.

Hoje em dia está se tornando um tema mais corriqueiro. Novas formas de traição amorosa vem em pauta, como pela Internet. Milhões de pessoas se relacionam virtualmente, sem contato íntimo. É mesmo adultério? Não se sabe, mas há quem não aceite traição nem por pensamento. Definições a parte, nota-se que a sociedade brasileira, e talvez grande parte do mundo, caminhe para uma nova abertura sexual, principalmente no âmbito feminino. Os relacionamentos estão se tornando menos duradouros e mais formais. As mulheres estão entrando no mercado de trabalho de igual para igual com os homens e tomando hábitos masculinos. Sem falar do crescimento do mercado homossexual e sex shops, cada vez mais lucrativos. Será que a evolução da sexualidade será a poligamia? Ou a transexualidade ( sexo com tudo e com todos…)? Não sei. Parece tão moderno que não estarei aqui para confirmar.