Apesar de fazer parte do cotidiano do ser humano há milhares de anos pouco ainda se estudou a respeito do orgasmo. De uma coisa quem já teve sabe: é muito bom. A organização mundial da saúde já denominou o sexo como um dos índices de qualidade de vida e, certamente, o orgasmo também o é. É uma sensação de muito bem-estar capaz de tornar um dia estressante num momento relaxante e prazeroso.  Assim, tem envolvimento na melhora de doenças como depressão e pressão alta, as quais são extremamente prevalentes na sociedade moderna. Estudos em todo mundo tem buscado encontrar a fórmula e a seqüência fisiológica dessa sensação de nosso organismo, através de aparelhos sofisticados e da tecnologia moderna, por onde talvez poderíamos melhorar a vida de muita gente. Já pensou se existisse uma pílula que simulasse esse ápice de sensações? Eram uma ou duas do medicamento para haver melhora satisfatória de grande parte da população mundial. Mas a enorme complexidade da cascata de sensações orgásticas impõe dificuldades nessa descoberta que aparenta-se um pouco distante.  O prazer mostra-se diferente para homem e mulher. O homem costuma gozar mais rápido, e a mulher muitas vezes nem consegue chegar. Talvez haveria uma explicação antropológica para isso, pois se a mulher gozasse antes estaria satisfeita e não haveria expansão da espécie. Outra explicação seria que na Idade da Pedra um dos parceiros necessitasse vigiar o lar enquanto o outro se incumbia da reprodução, sendo esse papel reservado as mulheres.  O orgasmo teria sido ligado ao prazer como sensação de recompensa, aumentando a disposição para repetição do coito e as chances de gerar descendentes.  Descobrindo a grandeza do cume do prazer apenas nos últimos séculos, as mulheres foram presenteadas com a capacidade do orgasmo múltiplo, sem período de resolução ou recuperação como nos machos. Eles terminam de gozar e são tomados por clima de anestesia, cansaço, sonolência e satisfação, incapazes de continuar o ato sexual sem a espera de alguns minutos. Os órgãos do prazer seriam teoricamente a glande peniana e o clitóris. Isso não quer dizer que podemos atingir o sétimo céu somente com estímulo dessas regiões. Muitos relatam atingir o ápice com manuseio de diversas outras regiões do corpo, julgando indubitavelmente o cérebro como o real centro do prazer. “O orgasmo está entre as duas orelhas”. Aqui vale a criatividade, fetiches e fantasias particulares a cada um. Muito ainda há de se verificar a esse respeito. Ainda existem muitos tabus, mitos e  preconceitos, conservadorismo impertinente freiando a liberdade dos seres em buscar esse prazer supremo e muito ligado ao amor: o orgasmo.  Mas sem dúvidas esse tema ainda vai envolver magia e encantamentos ao seu redor, levando-nos a procura incessante de uma sensação fisiológica tão importante que nos pulsa a atrair a cópula para continuação da espécie humana.