Abuso sexual é qualquer atividade sexual consciente iniciada por uma pessoa que não obtém o consentimento da outra. Existem categorias distintas de abuso sexual, dentre elas, pedofilia, no caso do envolvimento de um adulto e uma criança, estupro, quando a relação sexual é consumada à revelia da pessoa acometida, assédio sexual, onde o “abusador” através de atos motores ou promulgações verbais molesta um indivíduo, exploração sexual quando uma pessoa é aliciada a usar de seu corpo para realizações de práticas sexuais em troca de dinheiro ou favores. Definições à parte, há na legislação vigente punições previstas, mas, visto a prevalência, a lei está longe de se cumprir. O texto não se presta a julgamentos ou punições, mas sim esclarecimento e prevenção de danos.
Não importa em que categoria se foi abusado sexualmente, as conseqüências são importantes para a pessoa acometida e não são incomuns casos em que a vítima leva a culpa e rancor por um período de uma vida. Muitos dos pacientes com distúrbios sexuais e psiquiátricos já foram abusados de alguma forma na infância. Na grande maioria por um indivíduo bem próximo, como um amigo de trabalho ou um parente. As estatísticas dizem também que um abusado na infância tem grandes possibilidades de ser um “abusador” no futuro. Sabido ser um ato ilícito, muitos o fazem estando sempre próximos.
Os episódios podem ocorrer apenas uma vez, ou podem ser freqüentes como na maioria das vezes. É difícil conscientizar a família sobre o tema. Alguns responsáveis preferem fingir que não sabem o que realmente acontece do que encarar a realidade da situação seja pela dependência econômica ou emotiva que existe em relação ao agressor. Cabe ao médico em situações específicas denunciar suspeitas de violência ou abuso e orientar devidamente o paciente ou responsável.
Mesmo seguindo conselhos de especialistas ainda é muito difícil evitar que ocorrências como essas continuem. De qualquer forma, carinho e amor dentro de casa, educação por parte dos pais e das escolas ainda são a forma mais segura de evitar danos, os quais muitas vezes trazem transtornos por toda a vida da vítima. Muitos ainda praticam a pedofilia e prostituição de menores, inclusive pessoas renomadas. Mais uma vez reitero: não estou aqui para julgar ou condenar, mas sim para esclarecer. Como sexólogo acredito que uma relação sexual é para ser gozada por um ser humano maduro e ciente da responsabilidade do ato sexual. Um pré-requisito para uma vida sexual prazerosa e sem traumas. Temos isso como direito.
Dicas do Dr. Gustavo relacionadas ao abuso infantil
Prevenção de abusos :
.Estar sempre ciente de onde está a criança e o que está fazendo.
.Pedir a outros adultos responsáveis que ajudem a vigiar os filhos quando os pais não puderem cuidar disso intensivamente.
.Se não for possível uma supervisão intensiva de adultos, pedir que fiquem o maior tempo possível junto de outras crianças, explicando as vantagens do companheirismo.
.Conhecer os amigos, especialmente aqueles que são mais velhos.
.Ensinar a criança a zelar por sua própria segurança.
.Orientar sempre sobre opções do que fazer caso percebam más intenções de pessoas pouco conhecidas ou mesmo íntimas.
.Orientar sempre a buscarem ajuda com outro adulto quando se sentirem incomodadas.
.Explicar as opções de chamar atenção sem se envergonhar, gritar e correr em situações de perigo.
.Orientar as crianças que elas não devem estar sempre de acordo com iniciativas para manter contacto físico estreito e desconfortável, mesmo que sejam por parte de parentes próximos e amigos.
.O comportamento das crianças abusadas sexualmente pode incluir:
.Interesse excessivo ou negação à natureza sexual;
.Problemas com o sono ou pesadelos;
.Depressão ou isolamento de seus amigos e da família;
.Sensação de corpo sujo ou contaminado;
.Ter medo de que haja algo de mal com seus genitais;
.Negar-se a ir à escola,
.Rebeldia e Delinqüência;
.Agressividade excessiva;
.Comportamento suicida;
. Terror e medo de algumas pessoas ou alguns lugares;
. Retirar-se ou não querer participar de esportes;
. Respostas ilógicas quando perguntamos sobre alguma ferida em seus genitais;
. Temor irracional diante do exame físico;
. Mudanças súbitas de conduta.
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