O câncer de mama é uma doença que atinge milhões de mulheres no mundo inteiro. Ele atinge primariamente os seios que representam a feminilidade, o potencial de amamentação e a sexualidade da mulher. Em diversas situações infelizmente ocorre a retirada total ou parcial do órgão, acarretando em algumas situações deformidade física severa.
Restritos são os trabalhos que abordam as alterações psíquicas e vivenciais da mulher acometida pelo câncer de mama após o seu diagnóstico e tratamento. Mais restrita ainda é a reflexão sobre as mudanças na rotina sexual do casal e na auto-estima feminina.
Apesar das divergências significativas quanto à freqüência entre a maioria dos estudos científicos, é possível afirmar que o câncer de mama, independente do tratamento escolhido, influi negativamente em relação à auto-estima feminina, à qualidade de vida, à freqüência sexual e quanto ao relacionamento conjugal.
A reconstrução mamária é o método mais impactante na neutralização de algumas queixas e a influência dos parceiros nas decisões sobre o tipo de tratamento, converge positivamente no relacionamento no decorrer da patologia. O homem também pode apresentar em menor grau alterações emocionais, psíquicas e sexuais
O câncer de mama tende a prejudicar a qualidade de vida sexual da mulher e concomitantemente do seu parceiro, influenciando as esferas familiar, psicológicas e conjugais; sendo mais proeminente em casos de deformidades físicas e na ausência de opinião masculina sobre o tipo de tratamento.
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