Apesar de ser uma palavra corriqueira no nosso dia a dia ainda é muito complicado falar desse assunto. Estamos no final de 2007, século 21, e ainda não temos liberdade para nos expressar livremente. Sacana, obsceno, indecente… etc são uns dos muitos adjetivos para quem gosta de praticar ou falar sobre isso. Se é algo que praticamente todo ser humano o faz, por que tanto tabu? É a nossa forma de reprodução.Vamos Falar de Sexo - Assunto do Mês - Dezembro de 2007 Meu pai faz, minha tia, meu vizinho, minha irmã… todo mundo!, mas ninguém se sente à vontade ao dizer que pratica. Parece estranho relatar e não sentir vergonha. Sempre me pergunto: por que será? Engraçado que a mídia e os meios de comunicação lotam as programações com cenas, filmes e assuntos que explicitam a sexualidade humana e, é claro, disfarçadamente. Parece não estar na cara, mas está. Novelas com cenas “pornô”, programas de auditório cheios de mulheres de fio dental, etc. Está tudo ali, inclusive durante o dia. E fascina o ser humano, pois, aumenta a audiência. Mesmo assim, tudo na nossa frente, ainda não se fala abertamente sobre isso. Nas escolas, dificilmente um professor discute com o aluno, pois, assim, pode ser até processado. Ouvi até de um caso de uma professora que foi mesmo ao banco dos réus devido a isso. “Falou palavrões a meu filho, professora depravada!”. Quantas vezes já não ouvimos frases assim? Em casa então nem se fala. Raro pais discutem do assunto na educação dos filhos. Vivemos e crescemos ouvindo que sexo é pecado, é feio. Assim nos afastamos de informações essenciais para uma prática segura e prazerosa. Resultado: DST’s, gravidezes indesejadas, frustrações. Para a igreja esse assunto é pavoroso. “É apenas para reprodução”. Seria algo tão prazeroso, com tantos benefícios para a família, saúde e qualidade de vida, proibido? Já está na hora dessas grandes instituições, que tanto influencia nossos pensamentos e atitudes, abrirem os olhos para os benefícios da educação sexual “aberta” e sem preconceitos. Aparentemente estamos caminhando para uma nova abertura sexual, onde o assunto é visto com seriedade e uma necessidade fisiológica do homem. Devia ser matéria obrigatória no currículo escolar e discutidos com veemência pelos pais ou responsáveis.