Muitas vezes fico me debatendo em tentar explicar esse tal de preconceito. É tanta desgraça relacionado a isso que vale uma enciclopédia da humanidade. Não raro ligo a TV, o rádio, a internet e vejo morte por intolerância religiosa, étnica, sexual… preconceito, não? É um conceito sobre algo que não conhecemos, mas se não conhecemos por que então julgamos? Supondo que esse sentimento já existe há tanto tempo, acredito que esteja relacionado há uma resposta inata humana, como um sentimento de defesa que pode nos proteger de algo” ruim”. Como não conhecemos ou apenas ouvimos falar, muitas vezes informações já preconceituosas, nos juntamos ao senso comum de nosso grupo e incorporamos o sentimento. Quem nunca teve preconceitos? Mas uma grande indagação, julgando a razão humana cada vez mais evoluida e inteligente, cada vez mais capaz de entender as diferenças dentro da nossa raça, questiona o por quê de tanta intolerância. Um só Deus, um só sexo, uma só raça: o resto é resto! Isso traz- me a cabeça uma maldade também inata, intimamente ligada ao preconceito, que rege a seleção natural dos humanos, e parece-me tão forte que poderá ser capaz de acabar com o mundo, não acham? O homem está buscando cada vez mais a sua auto destruição e vejo isso cada vez mais próximo. Precisamos julgar menos e escutar mais. Gritar quando necessário, mas compreender as diferenças. Se existe medo em cada um de nós, também existe uma força racional que pode nos unir em favor da inclusão, do sentimento mútuo. As diversidades também nunca vão deixar de existir e isso é algo que nos embeleza, nos torna ricos. A mistura pode trazer a pureza, a aceitação, o perdão. Chega de heranças preconceituosas, filho nenhum vai nascer e crescer cultivando a intolerância. Homos, heteros, judeus, cristãos, árabes, africanos, brasileiros são variáveis de uma mesma nação: a humana. Nem melhores, nem piores, apenas diferentes. Infelizmente ainda é um pensamento utópico, mas ainda espero a inteligência humana como a salvação do mundo. Uma hora vamos perceber que a evolução do preconceito é o fim dos tempos e, somente nesse momento, voltaremos a reconstruir. Gostaria de estar vivo para assistir…
Dr. Gustavo Maximiliano Nov/2009
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